quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Celso Adolfo fala sobre o P.F.C.

Sou uma pessoa que por razão da profissão raramente se deixa levar pela emoção, mas não há como resistir ao ver o nome de um "filho" seu ser citado com a propriedade de álguem que pode ser comparado a ícones como Nélson Rodrigues que despejava em seus textos, versos e citações sobre futebol a mesma paixão que tinha por suas obras literárias.

No dia de hoje, atendo o telefone pela manhã e ouço Robson ler o e-mail enviado pelo cantor e compositor pratiano CELSO ADOLFO, que homenageia o P.F.C. e ainda nos remete a épocas saudosas do futebol de nossa terra. Pena que não pude ver essa geração jogar...



Abaixo transcrevemos o texto do poeta

"E sobre o futebol, achei ótimo o nome PFC, Prata Futebol Clube. Parece fácil dar nome às coisas, mas às vezes o nome mal escolhido desliza para aquilo que não traduz a coisa nomeada. Prata Futebol Clube é direto, é bola na rede, dá até vontade de bater uma bolinha no Lava-Pés, ou melhor, na Piedade, pois eu sou Carijó desde os tempos de Moreira ou Pula N’água no gol, Mauro Banico na ponta direita, Chico Preto no meio, Betão (irmão do Chico) na zaga, Betinho de Banico meia-atacante. Pupuzinho era craque! E Cêpo? E Lali de Sô Dodô? Tião de Adália ainda tem perna para uma pelada? Não lhe faltava estilo, nem ao Paulinho Chefe. E o que foi feito do Estádio Raimundo Evaristo? Louvemos os craques de lá também, como Jacaré e Maurício Bode (meu irmão) do Nacional. E Zezinho de Alfié? E Cléber, filho de Dona Ester, ponta direita veloz, bom de bola?"

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